Mostrando postagens com marcador Riverdance. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Riverdance. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Riverdance Temporada 2013

Riverdance no Gaiety Theatre. Foto: Arquivo Pessoal

Com o verão chegando ao fim, acaba mais uma temporada do Riverdance aqui na Irlanda. De 27 de junho a 01 de setembro, a companhia de dança irlandesa esteve em cartaz no Gaiety Theatre, aqui em Dublin. Para quem acompanha o blog, sabe que toda a minha história com a Irlanda começou lá atrás, quando eu era criança, por causa do Riverdance como contei aqui, por isso, eu não poderia deixar de conferir o espetáculo. Ver o Riverdance era um sonho, na Irlanda então, melhor do que eu podia imaginar.Tive a oportunidade de ver os dançarinos em ação antes mesmo do espetáculo quando eles quebraram um recorde às margens do Rio Liffey no mês de julho ( contei tudo aqui), mas isso não diminuiu em nada a minha expectativa de vê-los em ação no palco.
Como meu aniversário foi em agosto, minha mãe resolveu me presentear com o ingresso ( Mamis, não canso de agradecer, o melhor presente da vida!). Os ingressos variavam entre 20 e 55 euros, a depender do local do assento. É óbvio que a Riverdancemaníaca garantiu um lugar logo nas primeiras filas.

Presente de aniversário da mamis. 

A pontualidade irlandesa é encantadora, o show estava marcado para começar às 7:30pm e às 6:45pm ( como estava marcado no ingresso) as portas do teatro foram abertas e quase todo mundo já estava lá. O Gaiety Theatre já é um espetáculo! Localizado na região central da capital irlandesa é um dos mais famosos teatros da cidade, tem capacidade para  1.145 pessoas e além do Riverdance e de outras espetáculos locais, recebe as grandes produções internacionais que vem para a Irlanda. Ao primeiro olhar o palco me pareceu pequeno demais, mas aos poucos fui percebendo a grandiosidade do lugar. Em minha trajetória como bailarina, nunca tinha entrado em um teatro tão incrível, cada detalhe vale a pena ser observado, uma verdadeira obra de arte!
Pude observar gente de toda a parte do mundo na plateia, sem dúvida o Riverdance é uma das maiores e mais famosas atrações da Ilha Esmeralda.

Gaiety Theatre. Marco Polo/ Foto reprodução.

Pontualmente, às 7:30 as cortinas foram abertas. Tive que me segurar diversas vezes para não chorar compulsivamente diante daquele sonho realizado, daquele espetáculo com produção impecável, com cada detalhe pensado para emocionar.
O show não entra na zona de conforto um só segundo. Música celta, dança irlandesa, dança russa, flamenco e até um número de ballet contemporâneo. Vale destacar o desempenho dos músicos, uma vez que toda a trilha sonora do espetáculo é executada ao vivo, às vezes com a participação das vozes dos próprios bailarinos. Um dos meus números favoritos é a "disputa" bem-humorada entre os dançarinos irlandeses e os tappers ( sapateadores), com um estilo mais swingado, difundido pelos musicais norte - americanos.
O ponto alto do espetáculo, sem dúvida, é a linha Riverdance, executada uma vez em cada ato, quando os bailarinos , de mãos dadas em uma só linha, executam os passos mais complicados da dança irlandesa em uma velocidade e sincronia de tirar o fôlego.Apesar de assistir ao espetáculo no penúltimo dia da temporada, percebi cada bailarino empolgado e dando o melhor de si. Valeu cada dia de espera.

Riverdance/ Foto Reprodução

Outra coisa que impressionou foi o comportamento da plateia. Diferente do Brasil, as pessoas não ficaram alheias aos avisos que proibiam qualquer registro fotográfico ou em vídeo do espetáculo. Assim que o show começou, todo mundo guardou suas câmeras, tablets e afins. Ótimo pra quem está ao lado que não tem que ficar driblando as luzes chatas desses dispositivos refletindo no rosto.
 Agora a companhia dá uma pausa nas apresentações e depois retoma a agenda fazendo um tour pela Europa. Se você tiver a oportunidade, não deixe de assistir!

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Irlanda? Ué, não era Canadá?

Era, não é mais! 
No final de 2008 comecei a planejar meu tão sonhado intercâmbio e o destino escolhido era o Canadá. A convite de uma amiga que estava indo pra lá, comecei a pesquisar tudo sobre esse incrível país da América do Norte e comecei a me organizar. Mas... Veio a tal crise econômica, aquela loucura com o dólar, o medo de sair do país com o pouco dinheiro que eu tinha, e adeus intercâmbio. Recém-formada na faculdade de jornalismo fui me jogar no mercado de trabalho. 
Passados 4 anos, em 2012, um incômodo terrível me assolou! Estava insatisfeita com o mercado, desiludida com a profissão e o pior : não estava em paz comigo mesma. Esse lance de desistir de um grande sonho não combina comigo. Conversei com minha família, mudei de emprego ( para um que pagava melhor) e retomei os planos do meu intercâmbio.
Ok. Mas, onde entra a Irlanda nessa história? 
Voltei a fazer cotações em agências de intercâmbio e os orçamentos para 6 meses no destino pretendido me assustaram um pouco. Resolvi pesquisar outras opções e me deparei com a oferta de várias agências para a Irlanda. Pedi para o mundo parar porque era ali que eu queria descer! Antes mesmo de solicitar os orçamentos ( e descobrir que com o dinheiro que passaria 6 meses no Canadá eu podia ficar 1 ano na Irlanda), meu coração bateu mais forte com as lembranças que adquiri ao longo da vida e que me ligavam emocionalmente aquele país. 
Meu primeiro contato com a Irlanda foi por meio de uma fita cassete, na infância. A fita emprestada por uma professora de ballet ( para quem não sabe, tenho formação em ballet clássico), trazia um espetáculo chamado Riverdance. Na época, sem ter acesso ao google ou youtube tudo que eu sabia era o que dizia no vídeo: um espetáculo com conteúdo céltico, produzido na Irlanda e predominantemente com bailarinos e músicos irlandeses. Lembro de ter assistido aquele vídeo na companhia do meu pai pelo menos umas 50 vezes! Emotiva que sou, chorava de êxtase todas as vezes que via aqueles bailarinos dançarem com tamanha agilidade e sincronia e prometi a mim mesma que um dia aprenderia dança irlandesa. Até hoje me emociono com o grupo e suas diversas performances disponíveis no Youtube.Como esse trailer da última turnê:

Outro ponto é todo lado místico que a Irlanda possui. Apesar de ser, atualmente, um país extremamente católico, há quem considere a ilha o "berço da magia". Essa denominação tem origem no povo celta que habitou o país há milhares de anos praticava o paganismo, cultuava diversas divindades ligadas à natureza. Essas práticas deram origem a uma religião conhecida como Wicca. A "bruxaria" foi tão importante na Irlanda, que pouca gente sabe, por exemplo, que o Halloween é uma festa originalmente irlandesa. Mas isso eu explico em outro post. 
Beleza, e daí Tal?
Agora chegou a hora da surpresa para alguns amigos... Durante boa parte da minha adolescência,  pesquisei e pratiquei wicca, comprei vários livros e acredito em muito do que os ensinamentos wiccanianos pregam. Além da dança, respirar um pouquinho do ar celta me encheu de expectativa para pesquisar mais sobre a Tal Irlanda. E sim, lá eles também acreditam nos duendes ( Leprechauns)! 

                                         
E foi assim, movida por toda a emoção que a cultura Irlandesa já despertou em mim no passado que resolvi manter o foco no intercâmbio, mas mudar o destino da viagem! Mas não pensem que vou pra lá só para sapatear como louca nas ruas de Dublin, ou caçar leprechauns pelas planícies verdes da Irlanda!  Vale lembrar que a relação custo-benefício do programa de intercâmbio, a possibilidade de trabalhar legalmente, a facilidade do visto e o fácil acesso ao resto da Europa também pesaram na minha decisão. Assim como para a maioria dos brasileiros que embarca para lá todos os anos. 

P.S. Canadá, ainda te amo! Um dia faço uma visitinha.